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 Análise de Diablo III [por Ratohnake]

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Ratohnake
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MensagemAssunto: Análise de Diablo III [por Ratohnake]   Seg Maio 21, 2012 1:48 am

Mais de uma década esperando a continuação de um dos melhores jogos de ação-rpg, 4 anos de espera apenas após seu anúncio oficial. Conseguiria Diablo 3 sobreviver ao seu enorme hype? Existe algum jogo que sobreviveria a tal hype?



Teria a Blizzard criado um jogo que não estaria a altura de seus dois antecessores ou ela conseguiu novamente explodir a mente de jogadores no mundo inteiro e mostrar a todos como é que as coisas devem ser feitas?

ATENÇÃO!!!: O texto abaixo não possui spoilers sobre a história do jogo ou qualquer um de seus chefes. Entretanto, as imagens que ilustram este artigo são retirados de diferentes momentos do jogo, portanto estarão na aba spoiler do fórum. Embora elas não mostrem nenhum momento importante da história, caso você quiser jogar sem conhecer lugares em que você vai enfrentar, evite olhá-las

Hype, Hype, urra!

O lançamento de Diablo 3 foi um tanto quanto conturbado. Devido a necessidade de estar conectado nos servidores da Blizzard (mais sobre isto a frente), o processo de autenticação não ocorreu como deveria. Durande o dia 15 o jogo foi literalmente um inferno (desculpe a piada óbvia) para se conectar, além dos momentos em que o jogo ficou off-line.




Entretanto, passado o dia inicial, e alguns pequenos patchs urgentes e reinícios esporádicos de servidor (instantâneos) o jogo finalmente está lá para ser jogado. A enorme frustração causada pela não conexão ao servidor começa a se dissipar e os jogadores finalmente conseguem entrar nos domínios de Santuário para explodir bichos feios que deveriam ter permanecido no lugar de que vieram.

E aí Deckard Cain? Quanto tempo...

O jogo começa com a queda de uma estrela na mesma catedral onde Diablo tinha sido aprisionado anos antes no primeiro jogo. Cain está sumido e com o auxílio da sua sobrinha Léa, seu objetivo é buscá-lo, além de entender o que foi aquele evento que levantou novamente os mortos de Tristam.



A partir daí você acaba envolvido na trama deixada por Diablo 2, e no eterno conflito entre anjos e demônios, além das várias tentativas destes últimos em invadir e influenciar os habitantes de Santuário. Diversos personagens conhecidos da série retornam enquanto você tenta resolver a situação em que foi colocado.

As pequenas cutscenes, os diálogos feitos enquanto você está na batalha, ou mesmo o encontro de livros na aventura ajudam a criar o clima e até a ensinar a história da franquia para os novos jogadores, ou relembrar os antigos.

A Blizzard tomou muito cuidado em não transformar Diablo 3 em um mar de texto que acabaria simplesmente sendo deixado de lado pelo jogador. Quando você encontra um livro, em vez de uma janela de texto se abrir em sua tela para que você leia e, portanto, interromper toda a diversão de explodir demônios, uma pequena voz surge contando aquela história.




Simples, prático e elegante. Escutar a voz de Cain enquanto você pulveriza esqueletos nunca foi tão divertido. E claro, se você for tão old-school (ou surdo) que quer acompanhar o texto, uma opção para abrir a gigantesca janela escrita também é disponível.

A história vai se construindo maravilhosamente bem, com momentos fortes em todos os atos, desde o início (logo após o final do beta), passando pelos ato 1, 2 e 3. Infelizmente o ato final é o que tem o pior momento na história. Sabendo que Diablo 3 pode ter continuações, a Blizzard foi covarde em dar um final definitivo e concreto. Isto acabou fazendo com que o seu fim seja a pior parte da interessante história criada para o jogo.

Mimimi, não é Diablo 2

Diablo 3 tem inúmeras mudanças em relação a Diablo 2. Em minha mente não consigo pensar em nenhuma que não tenha sido para muito melhor. Ter criado World of Warcraft entre os dois jogos da franquia fez MUITO bem para a Blizzard que criou uma experiência bem mais épica que a anterior, com facilidades quando é necessário ser fácil, e com dificuldades quando foi necessário dificultar.




A primeira grande mudança está na parte de pontos para evoluir o personagem. A empresa descobriu o óbvio: qualquer jogador com acesso a internet quando vai criar um personagem de RPG procura online pelos melhores stats para distribuir no seu personagem. Isto faz com que o processo se torne absolutamente idiota. Assim como em WoW, os pontos são automáticos para cada vez que o seu personagem passa de nível.

Mas a jóia da coroa das mudanças fica para o sistema de habilidade de Diablo 3. Enquanto todos os jogos trabalham com o conceito de "árvore", onde você pega habilidades inferiores com o objetivo de pegar habilidades superiores num futuro, substituindo uma pela outra, a Blizzard simplesmente criou um novo sistema.

Funciona assim: a cada nível você recebe novas habilidades e runas. As habilidades são exatamente o que você espera, uma determinada ação que terá efeitos instantâneos na jogabilidade. Não há habilidades melhores ou piores, nem níveis. Conforme elas vão abrindo, você pode escolhe-las a seu bel-prazer.



E aí está a parte interessante, não há aquele sentimento de "será que estou fazendo a coisa certa?" e depois descobrir que seu personagem é horroso, ou ter que procurar em diversos FAQ's na internet. Você pode trocar as habilidades quantas vezes quiser, onde quiser, sem absolutamente nenhuma punição para o jogador (com exceção de um buff por manter a mesma build no lvl 60, que não é permanente e se perde a cada jogo).

Assim, enquanto em outros jogos você simplesmente escolhe as habilidades que você quer e vai "subindo a árvore" até chegar ao topo, em Diablo 3 a cada passagem de nível há a descupa de voltar a tela de seleção de habilidades para ver o que você pode mudar. Não são raras as vezes em que apesar de só duas novas runas terem aparecido, você sair da janela de habilidades com um personagem COMPLETAMENTE diferente de 2 minutos antes. E ISTO É DIVERTIDO DEMAIS.

Sim, passar horas e horas pensando em cada um dos pontos que você vai gastar em seu personagem ainda tem seu valor, mas poder modificar o seu personagem a qualquer momento, mudar o estilo de jogo na hora que você quiser, sem ter que dar um reroll em seu personagem é, sem melhor palavra para descrever, INCRÍVEL.




As runas, citadas acima, são complementos das habilidades. Elas podem aumentar a duração, a força, ou ainda criar situações que mudam completamente a jogabilidade, como uma cura de 15 segundos de recarga que aumenta o seu dano em 45 segundos, fazendo você ficar no limite entre se deve usá-la como buff ou guardá-la para momentos de necessidade.

Não há como jogar Diablo 3 e não ficar experimentando cada uma destas mudanças e ver qual delas se encaixa melhor do seu estilo de jogo. E se você mudar seu estilo de jogo amanhã, bom, você muda as suas habilidades e runas novamente. Como eu disse, INCRÍVEL.

O sistema de craft, com produção de armaduras, armas e gemas é outro exemplo que foi influenciado do World of Warcraft, simples, funcional e que não o pune muito (só com ouro), por experimentar.

Aliás ouro é finalmente parte vital do jogo. Necessário não só para você comprar espaços no seu banco, mas para toda e qualquer criação de gemas ou equipamentos. Além, é claro, de consertar o seu equipamento destruído por um monstro campeão um pouco mais maldoso.



"Eu não vou pagar mensalidade para um jogo single-player!"

Não, você não vai pagar mensalidade para jogar Diablo 3. Sim, o jogo lhe obriga a conectar com a Battle.net, mas não há qualquer mensalidade, nem qualquer motivo para você gastar um tostão após a compra do jogo.

Mesmo assim, o jogo lhe obriga a estar online e isto gera diversas discussões. Ser obrigatório jogar online atrapalha três tipos de pessoas. Os que queriam jogá-lo pirata, os que queriam hackear o jogo para usar equipamentos muito mais fortes do que conseguiram de maneira justa e os que vão passar férias na chacara da vovó, aquela que descobriu só mês passado o que era um telefone celular.




Em algum lugar dos inúmeros fóruns da Blizzard deve haver uma desculpa de algum membro do staff aos que passam férias na chacara da vovó, mas para todo e qualquer outro jogador com J maiúsculo de Diablo 3 não há absolutamente nenhum grande trauma em ser obrigado a ficar conectado. A empresa tem um know-how de anos mantendo os servidores de World of Warcraft e mais ainda quanto aos jogos anteriores.

Em suma, a Blizzard não é a EA que derruba um servidor 1 ano depois do lançamento do jogo, como em Lord of the Rings. A Blizzard mantém os servidores de Diablo 1 original, mesmo depois de 15 anos após o seu lançamento. Sim. Haverá momentos em que o servidor passará por atualizações e você ficará impossibilitado de jogar. Mas conhecendo o histórico da empresa isto acontecerá no máximo no dia de um major patch.

Por fim, o único ponto realmente negativo é o lag mesmo jogando uma campanha de um jogador. Embora com um bom netcode, fazendo com que seja possível jogar sem grandes dores de cabeça mesmo com 500ms de ping, nunca esta experiência poderá ser tão perfeita quanto um jogo completamente off-line.



Ok, mas o que esta obrigação traz de positivo para o jogador? De início o fato de você poder pular no jogo do seu amigo sem absolutamente nenhuma complicação. Aliás, é tão fácil iniciar uma partida com seu amigo quanto abrir um jogo sozinho. E mesmo que você esteja no meio da aventura, basta um click na tela de seleção de personagem e pronto, ele já estará ao seu lado para destruir hordas de inimigos. Caso você seja um forever alone mesmo no meio virtual (ou só tem amigos sem dedo), você pode também, com um único click iniciar um jogo com pessoas desconhecidas. Gostou de jogar com uma pessoa, só adicioná-lo para futuras sessões. É tudo tão simples que faz você pensar porque não é sempre assim. Se você realmente não gosta de jogar com outras pessoas, ainda assim estará em contato com seus amigos pela Battle.net, onde você poderá mostrar as conquistas ou itens lendários que você derrubou para que aquele seu amigo que joga World of Warcraft ou Starcraft 2 fique morrendo de inveja. (O quê? Vai dizer que você não linka teu item raro quando ele cai?)




Outro instrumento que só pode existir com um jogo 100% online é a Casa de Leilões, onde você pode vender os espólios de guerra (ou de craft, porque não?). A Casa de Leilões é perfeita para quem quer procurar um item com características determinadas. Por outro lado, para vender um objeto, embora seja simples, é difícil saber se você não está vendendo por um preço muito baixo, ou muito alto, devido, principalmente, a gigantesca quantidade da variação dos itens.

Este mês a Blizzard ainda pretende introduzir uma Casa de Leilões com dinheiro real, com objetivo de combater um tráfico de compras que já ocorria em Diablo 2. Como o sistema ainda não foi lançado é difícil dar uma opinião que não seja a pré-formada com a idéia. Mas como a opção de leilões por ouro continua, não há grande motivo para desespero.

É difícil?

Diablo 3 tem quatro dificuldades. No início só a mais fácil está disponível e você só pode avançar para a próxima quando a primeira dificuldade for batida. Desta forma, pessoas semi-casuais (um casual de verdade nunca jogaria Diablo, certo?) podem tranquilamente ir até o fim da história, fechar o jogo e se sentirem satisfeitas por terem completado mais um jogo.

Porém, aqueles que querem mais desafios terão pela frente mais 3 passagens nas mãos do chefe final do jogo, cada vez com uma dificuldade maior.



Como eu não completei o jogo na maior dificuldade (de fato, ninguém o fez até o momento que escrevo este texto), é difícil dizer que tipo de dificuldade você irá encontrar. Mas é bem claro que o aumento de dificuldade ocorre de maneira bem suave. Campeões, os monstros raros, serão aqueles que mais lhe darão trabalho no segundo nível de dificuldade, mais até dos que os próprios chefes.

Falando neles, os chefes estão mais dinâmicos que os de Diablo 2, mas não foram completamente transformados em chefes de World of Warcraft. Há sim "dancinhas" necessárias para não ser levado a morte, mas são bem mais simples que os de raids em modo heróico do mmo da empresa.

Jogo infantilizado, tudo rosa, hunft! mimimi

Uma das grandes preocupações dos jogadores foi quanto ao estilo gráfico do jogo, com cores mais claras do que alguns esperavam para um jogo com a temática de Diablo. No final das contas, os gráficos de Diablo 3 são lindos. Eles passam de maneira excepcional o clima do ambiente que você está e não serão poucas vezes que você vai ficar admirado olhando para determinados locais espantado com a riqueza de detalhes.



As construções em madeira ou pedra se despedaçando após um potente golpe dão uma sensação de poder imensa ao controlar apenas um mouse. Ver corpos de monstros sendo explodidos ao som da sua arma é satisfatório ao imenso.

Por outro lado, se você ainda gostaria de algo mais escuro, é possível colocar um filtro na tela, o DarkerD3, com vários níveis, além da opção de dar maior sharpness, evidenciando ainda mais os detalhes do jogo. As imagens que ilustram este artigo foram tiradas com o modo Sharpness on e escurecimento lesser.

Eu quero dar PK!

Diablo 3 não irá permitir que você invada o jogo de uma pessoa e a mate. A única forma de PVP até agora considerada será a arena, que ainda não tem data de lançamento marcada (algum momento deste ano, segundo a Blizzard, nos próximos meses). Como o sistema não foi lançado, não há como falar sobre ele, embora a empresa já deixou bem claro que o objetivo do jogo é o PVE e não os duelos em arenas.




... em português!

Diablo 3 está completamente localizado em português, desde textos até cutscenes, continuando o trabalho que a Blizzard fez com Starcraft 2 e World of Warcraft. A tradução está muito boa, com algumas escolhas para dublagem melhores e outras razoáveis, como imagino deva ter acontecido com a versão original também. Os personagens principais ajudam no clima da história e não estão destoantes de forma alguma.

Encontrei um único erro, quando em determinada quest um personagem chamou o meu Feiticeiro macho de fêmea. Mas como não posso apostar na sexualidade de um personagem virtual, deixei passar sem que qualquer outra consideração fosse dada ao fato.



Infelizmente a variação de volume das vozes é um problema. Não é difícil no meio de um diálogo longo (mesmo com os personagens principais), que determinadas frases estejam em um volume elevado e outras num volume muito baixo. Esta variação basicamente impede que você consiga determinar um bom volume para compreender o que está sendo dito.

Este problema fez com que eu perdesse algumas frases completamente, na esperança que elas não fossem importantes para a história. Um erro bobo de falta de equalização das vozes que não é o que se espera de uma empresa do porte da Blizzard.

AS ARMAS

Escolher entre os cinco personagens (bárbaro, monge, arcanista, caçador de demônios e feiticeiro). Com habilidades e estilos de jogos bem diferentes um do outro, conseguem ser divertidos cada um da sua forma. Enquanto jogar com o bárbaro e ver tudo explodindo ao seu redor ou um feiticeiro e seus inúmeros pets, escolher uma classe é apenas o primeiro ponto do jogo, pois você irá voltar para jogar com cada um dos outro quatro heróis.

Vamos jogar?

Agradeço neste momento ao fato de que a hardMOB não utiliza um sistema de notas nas suas análises. Dar uma nota para Diablo 3 seria uma das tarefas mais difíceis que eu teria que fazer desde que comecei a escrever para cá.

Para um jogador qualquer, Diablo 3 irá agradar com sua boa história, alguns desafios e pirotecnia a níveis altíssimos. Para esta pessoa, este jogo é recomendável e fará com que ele se divirta por 2 ou 3 semanas, com umas 20 a 30 horas de jogo.



Porém, a qualquer um que queira levar Diablo 3 como ele de fato merece, gastará centenas de horas farmando cada um dos buracos escondidos, destruindo cada uma das conquistas, tentando encontrar o melhor set de armaduras possíveis para seu estilo de jogo.

Para este jogador, Diablo 3 não é um jogo nota 10, não é um clássico. É um jogo eterno. Assim com até hoje existem inúmeras pessoas jogando Diablo 2 na Battle.net, farmando itens, Diabo 3 será jogado até um dia antes do lançamento de Diablo 4, pelo menos.

Para este jogador, daqui 5 anos não haverá nostalgia ao pensar em Diablo 3. Pois ele ainda estará jogando regularmente. A Blizzard conseguiu novamente. Ela não criou um jogo, ela criou um culto. Um culto que se você for iniciado você não irá ter a mínima vontade de sair.

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