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 Thor: God of Thunder [Análise]

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Bryan
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MensagemAssunto: Thor: God of Thunder [Análise]   Sex Maio 13, 2011 10:38 pm

Thor: God of Thunder

Enquanto um novo filme de super-heroí da Marvel sempre é antecipado com
empolgação por muitos fãs, não se pode dizer o mesmo do jogo que
acompanha o filme. Geralmente feito às pressas, improvisado e
mal-acabado, o “jogo de filme” é quase sempre bem ruim. Dentro das
expectativas já baixas, o novo Thor: God of Thunder cumpre seu papel de
ser um jogo ruim e oportunista, para desgaradar igualmente quem gostou e
quem detestou o filme e os quadrinhos.

Thortura

Thor: God of Thunder começa quase como no filme, só que agora os
gigantes de gelo estão invadindo Asgard para valer e Thor, equipado com o
fiel Mijolnir, parte para cima de todos eles. O enredo é derivado do
que acontece no filme no começo, mas parte para uma direção
completamente diferente e, no final, rende algo entre oito e dez horas.

A estrutura do roteiro em si é bem fraca, mas está longe de ser o que
estraga o jogo. A falta de capricho e produção claramente apressada de
Thor: God of Thunder renderam apenas mais um clone mal feito de God of
War. As mecânicas de combate também são herdadas do jogo de Kratos: um
ataque forte, outro fraco e milhares de combos entre os dois.

Mas as semelhanças do jogo do herói nórdico com o anti-herói grego vão
além do básico: existem barras de vida e de magia e quando os inimigos
são derrotados, orbes vermelhas voam em direção ao personagem principal
igual a God of War. Para completar, existe a possibilidade de saltar
magias avassaladoras e atirar o martelo em um sistema de mira também
clonado.

Mas mesmo clonando a essência de um jogo bom, Thor consegue fracassar
tanto nos detalhes que não demora para os combates ficarem repetitivos e
chatos. A evolução do personagem, que acontece lutando e também com
itens secretos para aumentar a barra de vida e magia, não é nada
sedutora. Da mesma forma, o enredo não envolve e os desafios são quase
sempre bem fáceis, ficando difíceis apenas quando algum bug do jogo -
algo comum - atrapalha tarefas que deveriam ser simples, como saltar
sobre um abismo.

Além disso, existem cenas em que o design das fases deixa tanto a
desejar que o jogador até ficaria agarrado sem saber para onde ir, mas
para o bem geral existe uma forma de ativar um “guia” para indicar a
direção que deve ser tomada.

Outro fator clonado de God of War que também não ficou bom são os
chamados quick time events - apertar botões na hora certa para o
personagem na tela realizar ações cinematográficas. Muitas vezes eles
aparecem em momentos sem contexto e inconvenientes, que atrapalham o
desenvolvimento do jogo. E quando aparecem na hora certa, conseguem
muitas vezes irritar o jogador pela imprecisão e falta de lógica em
alguns.

As batalhas com chefões também não são nada inspiradas. Geralmente
envolvem bater bastante até conseguir uma abertura, para aí então
acionar os danados quick time events. É bem aquilo que todos estão
acostumados a ver em God of War, mas de um jeito ruim.

Pontos positivos

Thor nunca foi o herói mais popular da Marvel, mas sem dúvida ele tem
seus fãs fiéis, que comprarão o jogo mesmo com a certeza de que não vão
gostar. E são esses que enxergarão que, em alguns raros quesitos, o jogo
do deus do trovão se sai até bem. O ponto positivo mais relevante é o
design de personagens, algo que é mais um mérito do filme, de onde vem
toda inspiração no final das contas. Além do próprio Thor, que é uma
versão bem fiel do que foi representado no cinema, muitos vilões também
estão em boa forma, até contrastando com os ambientes do jogo, que não
são muito legais.

A animação do personagem principal também está razoavelmente boa, mas
não é algo que chama muita atenção. Mesmo com esses destaques positivos,
a parte gráfica no geral é fraca, graças a texturas em baixa qualidade e
efeitos visuais toscos, além dos incontáveis bugs que aparecem quase o
tempo todo.

Thor: God of Thunder segue à risca a fórmula mágica dos jogos de filme: é
feito às pressas, com péssimas opções de design de fases, gráficos
fracos, jogabilidade bugada e uma história confusa que apenas lembra a
do filme. O sistema de combate parece divertido no começo, mas bastam
algumas horas para que, mesmo clonando God of War em quase tudo, ele se
revele repetitivo, sem graça e cheio de bugs. Para quem assistiu o filme
e quer mais um pouco de Thor, é mais vantagem deixar o jogo de lado e
ver o filme de novo, ou melhor ainda, ir atrás dos quadrinhos.
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